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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

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Liquigás. Conheça a nova Empresa do Grupo Ultrapar S.A. (UGPA3)

Olá pessoal!!

Como vão os estudos?

Hoje, trazemos um artigo falando um pouco mais sobre a Liquigás Distribuídora S.A. que em novembro de 2016 foi vendida pela Petrobras S.A. para o Grupo Ultra. A venda totalizou um montante de R$ 2,8 bilhões.

A Liquigás, sediada na cidade de São Paulo, no estado de São Paulo, foi fundada em 1953 e tem como principais atividades a manipulação, estocagem, engarrafamento, transporte, distribuição e comercialização de subprodutos da refinaria de petróleo, especialmente Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), dividido em duas categorias distintas.

  • Envasado: Composto por vasilhames de GLP de 8kg, 13 kg, 20 kg e 45 kg.
  • Granel: Composto por produtos e serviços a diversos setores da indústria, comércio, agronegócios, entre outros.
A Liquigás possui operações em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal (exceto no Amazonas, Acre e Roraima). Ela é líder no mercado nacional de botijões de gás até 13kg e ocupa a terceira posição no mercado de distribuição de GLP Granel.


Conforme informações fornecidas no Memorando de Informações preparado pelo Itaú BBA, a Empresa possui 26 centros operativos e 20 depósitos, contando com uma capacidade de armazenamento de 9.032 toneladas, equivalente ao consumo de GLP de aproximadamente 3 dias.

Vamos nos gráficos abaixo observar o Market Share em cada uma das categorias o Gás Envasado e o a Granel:


No Brasil, praticamente todo o GLP Envasado é comercializado em botijões de 13kg (P-13). De acordo com o Sindigás, a distribuição de P-13 está concentrada em cinco distribuidores, que juntos representam 94,0% do mercado. Estes distribuidores são: Liquigás (23,8%); Nacional Gás (22,1%); Supergasbrás (20,1%); Ultragaz (20,0%); e Copagaz (8,3%). O total de Liquigás mais Ultragaz é igual 53,8% do mercado brasileiro de GLP Envasado.


A distribuição do GLP Granel apresenta concentração similar à do Envasado, em que cinco maiores distribuidores detêm cerca de 91,0% do mercado. Estes distribuidores são: Ultragaz (31,1%); Supergasbrás (21,2%); Liquigás (19,5%); Nacional Gás (11,9%); e Copagaz (8,0%). O total de Liquigás mais Ultragaz é igual 50,6% do mercado brasileiro de GLP Granel.

Em 2015, a receita líquida da Liquigás foi de R$ 3,3 bilhões, com EBITDA de cerca de R$ 214 milhões. A Empresa foi adquirida pela Petrobras Distribuidora S.A. (“BR Distribuidora”) em agosto de 2004 e, em novembro de 2012, após reorganização societária, tornou-se subsidiária direta da Petróleo Brasileiro S.A. (“Petrobras”). Atualmente possui investimentos em coligadas, conforme abaixo:

  • Utingás Armazenadora S.A. (31,0%): prestadora de serviços de armazenagem de GLP.
  • Plenogás Distribuidora de Gás S.A. (33,3%): comercialização de GLP e outros hidrocarbonetos bem como comercialização de equipamentos para consumo de GLP. Atualmente, a empresa não está em operação.
  • Metalúrgica Plus S.A. (33,3%): comercialização de chapa de barras de aço, fabricação e comercialização de recipientes, vasos de pressão, vasilhame de acondicionamento de GLP, inclusive, sua manutenção e reparo, podendo ainda exercer outras atividades próprias às indústrias metalúrgicas. Atualmente, a empresa não está em operação. Os resultados auferidos pelas coligadas foram tratados por equivalência patrimonial.

Agora vamos abrir informações financeiras históricas da Liquigás. Os dados financeiros gerenciais compreendem o ano fiscal encerrado entre 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2015.


Ao longo do período histórico analisado, apesar de a economia do país ter passado por um momento de recessão, os esforços comerciais da Empresa conseguiram fazer com que as suas vendas caíssem em menor proporção do que o mercado. Somada isso, os reajustes de preço realizados ao longo dos últimos anos fizeram com que a receita bruta apresentasse a um CAGR de 6,6% entre 2013 e 2015.

A margem bruta variou de 30,0% em 2013 para 32,7% em 2015. Isto ocorreu em decorrência de medidas tomadas para a otimização dos custos operacionais e de distribuição realizadas pela Empresa. As margens também foram favorecidas neste período pelos reajustes de preços realizados pela Empresa e fornecedores. Analogamente, a Margem GLP, composta pelo lucro bruto por tonelada, cresceu 24,4% entre 2013 e 2015, passando de 524,1 reais por tonelada para 652,1 reais por tonelada.

A margem EBITDA variou de 3,9% em 2013 para 6,5% em 2015, principalmente devido à
resultados não recorrentes, como o reajuste de salários e benefícios conforme correção das cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Como está se comportando o Mercado Brasileiro de GLP atualmente?

De acordo com o Marketline5, o mercado brasileiro de Gas Utilities, que compreende todo o consumo de gás natural inclusive o de GLP, deve apresentar um CAGR de aproximadamente 10,0% entre 2016 e 2020, atingindo R$ 68 bilhões.

No Brasil, o GLP é distribuído em 100,0% dos 5.570 municípios, abrangendo 95,0% dos domicílios e mais de 150 mil empresas. A indústria de GLP é fundamental para a economia do país, sendo 21 empresas distribuidoras, aproximadamente de 70 mil revendedores, 100 mil pontos de venda, mais de 7 milhões de toneladas comercializadas por ano, além de gerar cerca de 350 mil postos de trabalho diretos e indiretos.


Até o momento, apesar de não haver nenhuma barreira legal à entrada de novos participantes no mercado de produção, a Petrobras permanece sendo, na prática, o único produtor de GLP no país. A dinâmica de venda de GLP entre a Petrobras e os distribuidores acontece com a ANP estabelecendo um volume máximo que cada distribuidor pode demandar com base em seu universo de vasilhames e nível histórico de consumo.

Com isso, a Petrobras é responsável por abastecer as distribuidoras com o volume necessário, baseado nas informações fornecidas. A ANP regula a produção através de relatórios mensais apresentados pelos distribuidores, com informações de suas vendas nos últimos meses e as demandas exigidas para os próximos quatros meses. Sendo assim, a Petrobras tem de produzir ou importar GLP o suficiente para atender a demanda exigida. 

Todas as distribuidoras estão sujeitas aos mesmos preços e condições estabelecidos pela Petrobras. A partir de janeiro de 2002, o governo brasileiro encerrou os subsídios às refinarias e o preço do GLP passou a ser de responsabilidade da Petrobras, que adotou preços internacionais ajustados como benchmark. A Petrobras eventualmente anuncia reajustes no preço do GLP, de acordo com a volatilidade do preço de importação do mesmo.

Gostou do artigo?

Se quiser conhecer um pouco mais sobre o Grupo Ultrapar e suas subsidiárias, acesse:


Grande abraço e até a próxima!!

  • Fonte das Informações:
  • Relações com Investidores do Grupo Ultrapar S.A.

3 comentários:

  1. Pelo que eu vi a Liquigás representa aproximadamente 5% do EBIT da Ultrapar, né?
    Agora é ver como a Petrobrás vai se comportar em relação a liquigás e a Ultragaz. A concentração de mercado não agrada e esse monopsônio pode ser prejudicial. Agora imagine só se a Ultrapar comprar também a BR Distribuidora.
    Valeu!!!

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  2. Fala Investidor de Risco! primeiramente, é um prazer recebê-lo aqui. Visito o seu site com frequência. Então, levantei alguns números interessantes aqui:

    - Em 2015 o Ebitda da Ultrapar consolidado foi de R$ 3,9 bi aproximadamente.
    - Em 2015 o Lucro Líquido da Ultrapar consolidado foi de R$ 1,5 bi aproximadamente.
    - Em 2015 o Ebitda da Ultragás foi de R$ 357,0 milhões.
    - Em 2015 o Ebitda da Liquigás R$ 214 milhões.

    Veja que há uma diferença importante entre o Ebitda da Ultragás em comparação com o da Liquigás, foram R$ 143 milhões a mais para a primeira. Ou seja, acredito que com a gestão da Ultra e os ganhos de sinergia vindos com a junção, o retorno do investimento pode não demorar muito tempo (pagou R$ 2,8 bi). É difícil cravar se foi ou não uma boa compra, só o tempo dirá. Mas olhando por alto, como sócio, acho que foi um decisão interessante. Quero ver como ficará a "Nova Ultrapar" com a aquisição da Alesat também. Vamos aguardar.

    Em relação a possível compra da BR Distribuidora acredito que neste momento fica mais difícil visto que a companhia terá que se alavancar um pouco com as presentes aquisições. Mas não creio que o pessoal de lá tenha desitido. Se pegasse a BR Distribuidora, de fato ficaria concentrado demais o setor..sei não..rs

    Grande abraço e obrigado pela contribuição!!

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  3. Só não entendi a conta do mercado nacional de GLP 13Kg ! Liquigás com (23,8%) + Ultragaz com (20%) = 53,8% de mercado de gás envasado.

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