As 6 características chave que Warren Buffett busca nas empresas

Ler os livros dos grandes investidores sem dúvida alguma traz uma maior maturidade para investirmos da forma segura e correta. No entanto, por se tratarem de mega investidores temos de ter um pouco de cautela ao se adaptar uma estratégia de alguém que opera milhões de dólares e a realidade do pequeno investidor.

Nós do Prateleira de Ativos recomendamos esta cautela, já que o tamanho das operações e a realidade de mercado são bem distintas. Talvez as melhores dicas destas obras referem-se a análise de empresas e é o que vamos falar hoje. Como sua literatura é bastante extensa e muito rica, mais uma vez estaremos de frente com quem talvez seja o maior investidor em ações da história, Sir Warren Buffett.

Antes de irmos para As 6 características chave que Warren Buffett busca nas empresas gostaríamos de apresentá-los outro Artigo do Prateleira de Ativos sobre Warren e suas dicas valiosas.

Se você  tiver o interesse em complementar a análise deixaremos o link deste Artigo abaixo:

8 Sacadas do oráculo de Omaha, Warren Buffett, para investidores de longo prazo

Bom, vamos as 6 características chave que Warren ficava de olho:

1. A empresa é simples e compreensível?

Para Buffett, o investidor não pode fazer uma avaliação inteligente sobre o futuro de uma empresa se ele não entende como ela ganha dinheiro.

2. A empresa tem uma história de operações consistente?

Buffett investe apenas em empresas que já sobreviveram ao teste do tempo. Os melhores retornos vêm de empresas que já passaram por diferentes ciclos econômicos e vem oferecendo os mesmos produtos ou serviços por vários anos. Eventualmente, uma empresa pode ter um período de rentabilidade interrompida, apesar de ter uma história sólida de sucesso operacional. Este período de lucro interrompidos é o momento ideal para comprar ações dessa empresa por um preço muito baixo.

3. A empresa tem uma perspectiva favorável de longo prazo?

Aqui Buffett categoriza as empresas como “franquias” e “commodities”. Uma “franquia” é uma empresa que vende um produto ou serviço que é necessário ou desejado, não tem um substituto próximo e não está sujeito a regulamentação. Essas são as melhores empresas para investir no longo prazo, pois podem aumentar os preços sem perder a participação de mercado, garantindo um retorno acima da média.

Outra característica positiva de uma “franquia” é o valor intangível do negócio. Como marcas e patentes possuídas pela empresa. Já uma empresa de “commodity” vende um produto ou serviço que é indistinguível do de seus concorrentes, ou seja, a única diferença entre os produtos de uma e de outra é o preço.

As empresas de “commodities” só podem competir com os seus concorrentes com base no preço, por isso são fortes candidatas a terem problemas com lucros. Elas só conseguem obter um faturamento acima da média nos curtos períodos em que o fornecimento pelo produto é baixo. Entre as “commodities” podemos citar as empresas de petróleo, gás, produtos agrícolas, minerais, automóveis e etc.

4. A administração é racional?

Como a empresa aloca o seu capital disponível determinará se você conseguirá obter um retorno adequado no seu investimentos. A decisão entre reinvestir os lucros ou distribuí-los aos acionistas é o que determina se a administração é ou não racional. Se o dinheiro investido pela empresa gera mais retorno para o acionista, do que se ele investisse o dinheiro de outra forma. É melhor que todos os lucros excedentes sejam reinvestidos pela empresa na própria empresa para o crescimento de seu patrimônio líquido.

Já se a empresa gera um retorno menor do que outras opções de investimento disponíveis ao acionista, ou seja, se o acionista tiver como ganhar mais do que com aquela empresa o dinheiro deve retornar aos acionistas, através da distribuição de dividendos ou recomprando suas próprias ações. Isso que determina principalmente se a empresa tem realmente uma administração racional.

5. A administração é honesta com os seus acionistas?

A forma como a empresa se comunica com os seus acionistas é importantíssima. Ele considera que uma administração franca e honesta é aquela que relata a situação financeira da empresa completamente, de maneira que se possa entender o desempenho operacional. Buffett valoriza a administração que confessa seus erros tão abertamente quanto seus sucessos e não respeita aquelas que tentam esconder informações através de truques de contabilidade.

6. A administração resiste ao imperativo institucional?

O imperativo institucional pode ser descrito como a insensata imitação que os administradores fazem de seus pares, sem se importar quão irracionais suas ações possam ser, esquecendo-se dos interesses dos acionistas. Para Buffett, uma administração eficiente pensa por si própria e evita seguir a mentalidade de manada.

Esse foi mais um texto cheio de sacadas importantes para se avaliar nas empresas que estamos estudando. Antes de irmos gostaríamos de apresentar a nossa área de Artigos Recentes. Lá você encontrará um conteúdo mais focado em renda variável, indo de ações a fundos de investimento imobiliário. As áreas do nosso site também são acessadas utilizando o menu que fica na parte superior do site, abaixo da logo.

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