Análise Fundamentalista: Empresa WEG S.A. (WEGE3) – 1° trimestre 2016

Faremos de maneira resumida alguns comentários sobre a performance da Empresa tendo como referência os resultados do 1° trimestre de 2016 (divulgado no dia 20/04). Aqui estamos falando de uma Empresa que mesmo em um momento muito desafiador da economia doméstica vem passando bem pela crise. Ela vem mostrando um movimento de direcionamento de investimentos mais voltados para o mercado externo. Os investimentos contemplam a expansão da capacidade produtiva nas fábricas da China e México, além da recente aquisição da Empresa americana de motores elétricos comerciais Blufton Motor Works. Para mais informações sobre a recente aquisição acesse este link:

http://dc.clicrbs.com.br/sc/colunistas/estela-benetti/noticia/2016/03/weg-compra-a-americana-bluffton-motors-works-5506935.html

Décio da Silva e Harry Schmelzer Junior, da WEG.

O mercado doméstico realmente não está fácil apresentando contração de receita em torno de 3% o que comparado ao restante do setor não é tão grave mas é necessário prestarmos atenção em uma possível virada. Essa virada pode ocorrer ou não, ser rápida ou demorar bastante. O sócio deve observar de perto. No mercado externo o cenário já é um pouco melhor apresentando crescimento, retirando-se da conta as variações cambiais, em torno de 10%. Observe se haverá manutenção desta tendência nos mercados da China, África do Sul, México e Europa para os próximos períodos.

Algo muito relevante a ser colocado sobre o último resultado é que diante de um aumento de receita e lucro de 2 dígitos a produtividade (margens bruta e ebitda) não acompanhou e caiu. Isso, muito em função aos custos (CPV – custos dos produtos vendidos) que aumentaram em torno de 16%, com altos preços das commodities metálicas. Dito isso, a Companhia mudou, dentro das exigências requeridas, a composição de seus produtos, aumentando o percentual de cobre em seus equipamentos (veja o gráfico dos últimos 12 meses do cobre aqui: http://www.shockmetais.com.br/lme). Segundo a direção da Empresa isso já está trazendo alguns benefícios de redução de custos. Acompanhar se o CPV ficará mais comportado gerando benefícios futuros de ganhos de produtividade é importante.

Desde de meados de outubro do ano passado a WEG tem feito um esforço muito grande para repassar nos preços de seus produtos os aumentos de custos da Companhia. Este aumento foi sentido pelos clientes, já que evidentemente ninguém quer pagar mais para comprar produtos. Neste momento poderemos avaliar a força da marca aqui e no exterior de forma a encontrar um bom ponto de equilíbrio em seu mix de preços. Veremos o comportamento deste movimento nos próximos trimestres.

Por último, falando um pouco sobre a geração operacional de caixa estamos diante de uma Empresa de forte geração de caixa e sem grande necessidade de investimentos (cerca de 33% esta proporção entre o FCO e o Capex). Vimos um FCO bem superior ao lucro líquido o que é positivo. O sócio da Companhia deve continuar acompanhando de perto as sinergias dos últimos investimentos.

1 comentário


  1. Essa empresa tem se mostrado bastante resiliente, fruto da acertada diversificação de negócios (sobretudo no exterior) e da marca forte. Ela também tem Resultado Financeiro positivo, o que ajuda nesses momentos de crise. Por fim, pelo case da empresa, a margem bruta é bem baixa, o que demonstra maior pressão dos custos em relação aos produtos vendidos, mas ela consegue equilibrar isso com o controle das despesas operacionais. Abraços.

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