Risco e horizonte de investimento: Ações vs Renda Fixa

Hoje o Prateleira de Ativos traz um artigo que relaciona aspectos muito importantes dentro dos investimentos: o risco e o horizonte de investimento em relação a alocação em ações, títulos e letras do tesouro no mercado norte americano.

Gostaríamos de ressaltar que este estudo não tem o objetivo de provar nada apenas colocar análises feitas por especialistas da área. Talvez no mercado financeiro não existam regras absolutas, entretanto há na área diversos estudos bem fundamentados e de excelentes autores que são válidos para auxiliar a tomada de decisão dos investidores. O estudo abaixo foi feito pelo americano, professor de finanças, Jeremy J. Siegel. Foi comentarísta frequente do CNBC, da NPR, do Bloomberg e já escreveu inúmeros artigos para The Wall Street Journal.

O case é um dos vários que estão na obra de Jeremy: “Investindo em ações no longo prazo”. Temos um comparativo dos melhores e piores retornos, descontada a inflação, de ações, dívidas de longo prazo e letras desde 1802, em horizontes de investimento de 1 a 30 anos. Os retornos das ações são calculados com base nos dividendos mais ganhos ou perdas de capital em um índice amplo de ações americanas ponderado por capitalização. Note que a altura das barras, que mede a diferença entre os melhores e piores retornos, diminui bem mais rapidamente para as ações do que para os títulos de renda fixa a medida que o horizonte de investimento aumenta.

Retornos reais mais altos e mais baixos sobre ações, títulos e letras em horizontes de investimento de 1, 2, 5, 10, 20 e 30 anos, 1802 – 2012.

Observe que as ações são inquestionavelmente mais arriscadas do que os títulos ou as letras do Tesouro ao longo de períodos de um a dois anos. Entretanto, a medida que o tempo passa o risco das ações cai em um ritmo bem mais forte do que as outras classes de investimentos.

Entendemos que a aplicação deste estudo no mercado brasileiro pode conter inconsistências, pois justamente não foi feita aqui. Além, disso o mercado brasileiro é muito mais novo do que o Norte Americano, dificultando assim este tipo de estudo de ciclos mais longos. De qualquer forma, pode ser muito útil para dar uma ideia do comportamento em geral das ações no longo prazo. Além disso, o estudo em nossa visão reforça a ideia de não girar sua carteira de investimentos, fazendo movimentos pequenos e bem planejados. Trocar de classes de investimentos frequentemente não trará o efeito esperado das ações em períodos mais longos.

O estudo também é quase como um primeiro aviso de alerta para o investidor iniciante que estará mais sujeito a oscilações muito nervosas do mercado. Se não houver estudo consistente e controle emocional as perdas podem ser irreparáveis. Para sobreviver é necessário mapear os principais motivos de insucesso dos investidores e com certeza medir o desempenho de suas ações quando “a fruta ainda não está madura” pode ser doloroso.

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